A PROPÓSITO DA (DE)COLONIALIDADE
NOTAS DE CAMPO SOBRE O TRABALHO DAS LAVADEIRAS DA CIDADE DE GOIÁS
Resumo
Este artigo trata da (de) colonialidade a partir do trabalho das lavadeiras da Cidade de Goiás. Marcado pelo empreendimento colonial, o processo de exotização e subalternização vivido pelas lavadeiras da Cidade de Goiás – Goiás/Brasil, gerou dores e sofrimentos. A fim de examinar os mecanismos que operaram o silenciamento dessas agentes, busquei, nos saberes-fazeres, a chave para entender as negociações realizadas na arena de jogos de interesses no contexto de uma sociedade de origem colonial, locus do conservadorismo e patriarcalismo. Metodologicamente cruzei as informações das entrevistas obtidas em campo e imagens (fotografias) a fim de identificar quem eram e como utilizaram saberes remotos para viverem na urbs vilaboense, abordagem realizada à luz dos autores: Gayatri Spivak, José Jorge de Carvalho e Georges Vigarello.
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